Profa Dra Miriam Pillar Grossi
  • Curso de Antropologia e Psicanálise abordará pensamento de Guattari

    Publicado em 13/02/2013 às 14:50

     

    O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC promove nos dias 7 e 8 de março de 2013, a partir das 9 horas, o curso “Antropologia e Psicanálise – contribuição do pensamento de Guattari”, no auditório do CFH.

    O curso será ministrado concentradamente em quatro turnos pela professora Barbara Glowczewski, da École des hautes études en sciences sociales (EHESS) e que foi colaboradora de Félix Guattari nos anos 1970/1980, Claude Mercie, da Escola Lacaniana de Psicanálise da França, e pelo filósofo Peter Pal Pelbart, da PUC-SP, também especialista em Guattari.

    Estudantes da pós-graduação na UFSC devem inscrever-se nos dias 4 e 5 de março junto à secretaria do PPGAS, para obtenção de um crédito. Podem se inscrever também estudantes de outros PPGAS do Brasil.

    Haverá um número limitado de vagas para alunos ouvintes (estudantes de outras universidades, de graduação e sem vínculo institucional). As inscrições deverão também ser feitas na secretaria do PPGAS nos dias 6 e 7 de março.

    Acesse o programa do curso abaixo.

    Mais informações:
    Secretaria do PPGAS – (48) 3721-4131

     

    O filósofo francês Felix Guattari escreveu com Gilles Deleuze obras como “Anti-Édipo”, “Capitalismo e Esquizofrenia” e “O que é Filosofia?”

     

    7-8 mars 2013

    Universidade Federal de Santa Catarina

    Centro de Filosopfia et Ciensas humanas

    Programa de Pos-graduaçao em Antropologia social

    Curso de quatro aulas sobre “Antropologia e Psicanálise”.

    Ministrantes: B. Glowczewski (CNRS), Claude Mercier (Escola Lacaniana de Psicanalise/ France) et Peter Pal Pelbart (PUC-SP – ppelbart@uol.com.br)

     

     

    Primeira Sessão

    B. Glowczewski: Guattari e a Antropologia

    Debatedores: C. Mercier et P. Pal Pelbart.

    « Eu gostaria de ressaltar aqui a minha dívida com o pensamento de Guattari, sinalizando algumas trocas que tivemos em torno do meu trabalho de campo entre os aborígenes australianos, particularmente durante dois seminários publicados no primeiro número da revista Chimères. Guattari é frequentemente citado pelos antropólogos de língua inglesa (especialmente na Oceania) junto com Deleuze, mas ignorado ou rejeitado por toda uma geração de antropólogos franceses. Parece que a maioria destes esqueceu a potencialidade antropológica de seus escritos, seja por ignorância ou má compreensão da evolução de seus conceitos: como os “agenciamentos coletivos de enunciação” nos debates sobre o sujeito, a agência e os modos de subjetivação; ou a amarração proposta nas três ecologias (ambiental, social e mental) em relação à ecologia sistêmica do espírito de Gregory Bateson. »

    (Multitudes 34, 2008, Trad. inglesa em The Guattari effect, Continuum, 2011)

    – Glowczewski B. & Guattari F. 1986 « Les Warlpiri », Chimères 1 : 1-28 (Exposés 1983 et 1985). Visualizar

    – Glowczewski B. 2008 « Guattari et l’anthropologie : Aborigènes et territoires existentiels », Multitudes 34. Visualizar

    – Glowczewski B. 2011 “Collures: du cinéma expérimental à l’anthropologie aborigène”, L’Unebevue 30. Visualizar

    – Guattari F., 1989, Cartographies schizoanalytiques, Galilée. Visualizar

    – Guattari F. 1989 Les trois écologies, Galilée. Visualizar

    – Guattari F. 1992, Chaosmose, Galilée. Visualizar

     

    P.S.: mais textos de Guattari e informações/vídeos sobre conceitos abordados na ementa podem ser encontrados em:

    http://www.revue-chimeres.fr/drupal_chimeres/?q=taxonomy/term/1

    http://www.revue-chimeres.fr/drupal_chimeres/files/04chi03.pdf

    http://www.cip-idf.org/article.php3?id_article=4025

     

    Tais temas também são discutidos na revista “Unebévue”, que estará disponível para venda no seminário e logo estará na biblioteca da UFSC.

     

    Segunda Sessão

    Claude Mercier : Diagrama e Analogia Estética

    Debatedores: P. Pal Pelbart et B. Glowczewski

    Felix Guattari em sua intervenção em Los Angeles em 1991 argumenta que para compreender o que é uma performance temos que forjar um tipo diferente de lógica. Para o autor temos que trabalhar em termos de diagrama, ou seja, em termos de desenvolvimento da heterogeneidade de posições. Para entender o que é um diagrama tomaremos vários textos de Guattari, Deleuze, Foucault e Chatelet. Sem querermos demostrar qualquer consenso entre esses pensadores, mostraremos como cada um tem abordado a questão do diagrama. Este estudo do diagrama nos permitirá uma releitura da obra recente de Lacan (topologie et passe) para lançar uma nova figura do “nó borromeu”, e apreender a atualidade de uma percepção diagramática. Este é um trabalho de pesquisa em andamento, que, como tal, não pode ser apresentado de forma conclusiva. Enfim, observamos que se as pesquisas sobre o diagrama estão experimentando um ressurgimento de interesse, elas não tem, ao mesmo tempo, mencionado o trabalho de Guattari.

     

    – Deleuze G. et Guattari F., 1980, Mille Plateaux, Minuit, Paris.

    – Deleuze G., Cours de mars 81à juin 81, site université Paris 8.

    – Guattari F., 2004, Ecrits pour l’Anti-Œdipe (textes agencés par Stéphane Nadaud), éditions lignes, Paris.

    – Jakobson Roman, 1966, « A la recherche de l’essence du langage », Problèmes du Langage, collection, Diogène,Gallimard, Paris.

    – Chatelet Gilles, 1993, Les enjeux du mobile, Seuil,Paris 1993

    – Chatelet Gilles, 2010, L’enchantement du virtuel, 2010, Edition rue d’Ulm, Paris.

    – Deleuze, G., 1975, « Ecrivain non, un nouveau cartographe, Foucault », Critique n° 343,Paris.

    – Mercier C., 2012 « Qu’est ce qu’un noeud borroméen: un diagramme  » et  « Désir plaisir », Unebevue 29.  Lacan devant Spinoza; création/dissolution, Paris :  179-192 et 193-206. Visualizar

    – Mercier C., « Littéralité diagramme et analogie esthétique » Unebevue 30. Visualizar

     

     

    Terceira Sessão

    Peter Pal Pelbart: Esquizo-cena – Teatro e Loucura (Guattari e Deligny)

    Debatedores: C. Mercier et B. Glowczewski

     

    Trata-se de relacionar a perspectiva teórica e pragmática de Fernand Deligny e a de Félix Guattari, sobretudo a respeito do estatudo dos mapas, o complexo das linhas erráticas/ território, linhas de fuga/desterritorialização, a errância e a deriva, ligadura e rizoma, e mais amplamente, uma geoanálise e uma esquizoanálise. Pode-se prolongar a reflexão em direção a temas como o controle do ver e se ver X este ver (Holmes), ou o estatuto do dentro/fora (Sloterdijk), ou mais amplamente, o humano/a vida nua/uma vida (Deligny, Agamben, Deleuze).

     

    Fernand Deligny: L´arachnéen et autres textes, Paris, L´Arachnéen, 2007.

    Fernand Deligny: Oeuvres, org. Sandra ALvarez Toledo, Paris, L´Arachnéen, 2008.

    Gilles Deleuze et Félix Guattari: Mil Platôs, Rio de Janeiro, Ed. 34, vários anos.

    Giorgio Agamben: Profanations, Paris, Payot, 2006.

    Brian Holmes, « Drifting Through the Grid : Psychogeography and Imperial Infrastructure » :http://ut.yt.t0.or.at/site/index.html

    Doina Petrescu, “Tracer là ce qui nous occupe”, in Multitudes n 24.

    Peter Pál Pelbart, Vida Capital, Iluminuras, 2002.

    Félix Guattari e Suely Rolnik, Micropolitica, Cartografias do Desejo

     

     

    Quarta Sessão

    B. Glowczewski, C. Mercier e P. Pal Pelbart

    Discussão geral sobre a atualidade do pensamento de Félix Guattari.

     

     

     

     


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    Publicado em 13/03/2012 às 23:02

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